Projetar é respeitar a história que será vivida ali.
Durante anos, vi famílias transformarem trabalho e economia em paredes, telhados e novos começos. Vi também como a falta de planejamento pode gerar desperdício, preocupação e custos que poderiam ser evitados.
Por isso, quando desenho uma casa, não penso apenas em uma fachada bonita. Penso na circulação de quem acordará cedo todos os dias, na mesa onde a família se reunirá, no quarto que acompanhará o crescimento de uma criança e em cada metro quadrado que precisou caber dentro de uma realidade financeira.
A arquitetura me deu novas ferramentas, mas foi a construção civil que me ensinou a responsabilidade de usá-las. Hoje, cada projeto carrega os dois olhares: o de quem imagina e o de quem sabe o que será necessário para tornar aquela ideia possível.